venerdì, 07 novembre 2008

DIONÍSIO

(André L. Soares)

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Não temo a loucura arriscada

que parece acompanhar tudo que é novo.

O que mais me assusta é a inércia da certeza,

que insiste em macular de tédio o amanhã,...

pelo extraordinário que inexiste

nas coisas seguras.

 

Quão insípidas são essas horas

todas já tão planejadas,

esses passos firmes, por estradas retas,

acinzentando o mundo com prévios resultados.

 

Sei que posso estar errado,...

mas prefiro o inusitado

perigo das curvas.

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venerdì, 07 novembre 2008
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venerdì, 07 novembre 2008
FUGINDO NUMA TELA DE VAN GOGH
(André L. Soares)
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Cansado das vãs teorias,
busco a letargia
dos alienados felizes.
Não quero saber da política,
viro as costas ao feio
e à hipocrisia.
Entrego-me à incoerência;...
só vou ouvir os pássaros
e apreciar as orquídeas!
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Chega de tantas mentiras,
da esperança perdida
da pesada leitura.
Fico à margem dos dias,
da falsa engrenagem
das tristes notícias.
Cedo-me à ignorância;...
só vou ouvir os pássaros
e apreciar as orquídeas!
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Farto das ideologias,
dos beijos de Judas,
das falas prolixas.
Renego as tramas noturnas,
as turvas matizes
e as falácias da vida.
Rendo-me à intolerância;...
só vou ouvir os pássaros
e apreciar as orquídeas!
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postato da: Lobodomar alle ore 02:24 | Permalink | commenti
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